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Espetáculo virtual “Do outro lado do mar” discute identidades e mostra o poder de reinvenção do teatro

Com estreia marcada para o dia 30, montagem é a primeira versão brasileira de premiado texto de dramaturga salvadorenha

Andréa Elia e Edu Coutinho protagonizam Do outro lado do mar, de Jorgelina Cerritos. Foto: Ramon Gonçalves

Por Raulino Júnior  

“Somos Dorotea porque estamos muy ocupados en sobrevivir y no tenemos tiempo para vivir, porque solemos definirnos a través de lo que hacemos y dejamos de lado de qué habla nuestro corazón, porque (re)negamos de nuestro pasado, porque si no tenemos qué hacer nos sentimos inútiles, porque consideramos que darnos un chapuzón en el mar es una pérdida de tiempo.

Somos Pescador porque en ocasiones valoramos el amor y la amistad por encima de lo demás, porque a veces caemos en la cuenta que poseer un nombre no equivale a tener una vida, porque la tierra nos marea y hay momentos en los que, simplemente, necesitamos tomar nuestra barca y navegar…”

Os parágrafos acima foram escritos pelo professor salvadorenho Manuel Fernando Velasco e publicados no site do Teatro Luis Poma, em 2016. Na ocasião, Velasco fora convidado a opinar sobre o que pensava a respeito da obra Al otro lado del mar, de  Jorgelina Cerritos, dramaturga, atriz e poeta de El Salvador. Passados cinco anos dessa análise, chegou a vez de o público brasileiro ser convidado para pensar sobre a relação entre Dorotea e Pescador, os dois personagens que desenvolvem as ações constantes no premiado texto da autora (em 2010, Jorgelina ganhou o Prêmio Literário Casa de las Américas). O Teatro Vila Velha, com o projeto Novo Vila Virtual, palco pensado para manter as atividades artísticas neste período da pandemia do novo coronavírus, em que aglomerações não são bem-vindas, vai dar vida ao espetáculo. A versão brasileira [Do outro lado do mar], que estreia neste domingo (30/5), às 19h, e será encenada ao vivo, tem direção de Márcio Meirelles e conta com Andréa Elia Edu Coutinho no elenco. A temporada é curta, com mais  três apresentações: 6, 13 e 20 de junho, sempre às 19h. É a primeira vez que a peça é montada no Brasil, uma parceria da Companhia Teatro dos Novos e o Toró Teatro. A tradução do texto foi feita por Coutinho, que também é produtor do projeto, com a colaboração de Meirelles. Os ingressos estão à venda no perfil do Vila Velha na plataforma Symplawww.sympla.com.br/vilavelha.

Pela leitura da sinopse, Do outro lado do mar discute identidades: de quem cumpre com protocolos e burocracias, de quem não está nem aí para essas coisas e deixa a vida ir seguindo como dá, de quem acha que ser bem-sucedido é viver para o trabalho, para a produtividade, e de quem vive livre de preocupações, da submissão às exigências do sistema. Parece bem apropriada para o momento que estamos passando. Ou seja: com a pandemia, tivemos que ficar imersos em nós mesmos. Isso ajudou no processo de autopercepção, de entender o eu que a gente era, o eu que a gente é e o eu que a gente será depois disso tudo. Talvez, estejamos na travessia, não chegamos ao outro lado do mar.

Do outro lado da tela… tem teatro

Tem o teatro de rua, de palco, de arena e, agora, o de tela. Pois é. Uma prática inimaginável até pouco tempo, tem se tornado cada vez mais comum com o advento da pandemia. O teatro virtual (também registrado como on-line ou webteatro) é mais uma prova de como os agentes culturais tiveram que se reinventar para satisfazer as necessidades artísticas e financeiras. “Teatro virtual é uma loucura. Ainda mais nesse caso, em que somos dois artistas atuando cada qual da sua casa, num espetáculo que brinca com a ilusão de que dividimos o mesmo cenário. Minha parede está cheia de fita crepe, indicando para onde devo olhar em cada cena, para que se crie o efeito de que meus olhos encontram os olhos de Andréa. É óbvio que isso é completamente diferente de estar numa sala de ensaio, e depois num palco, olhando realmente no olho, tocando a pele, encontrando a equipe, levando um ensaio ou a própria peça do início ao fim, sem travar, sem a possibilidade de alguém ‘desaparecer’ de repente porque a internet caiu. É uma experiência tão fascinante quanto desgastante. E, hoje, é o único jeito responsável de se fazer. Por isso, tento focar menos nas dificuldades e mais nas novas possibilidades que surgem nesse contexto tão complicado. É algo que tenho aprendido com Márcio. Estou especialmente feliz por poder fazer teatro agora, aqui em casa, por poder investigar os caminhos possíveis… E mais ainda por estar acompanhado dessa equipe. Rimos do nosso desespero. Nos apoiamos. Criamos. E muito”, diz Edu. A equipe a que ele se refere é formada por Caio Terra e Ramon Gonçalves (responsáveis pela direção musical), Clara Trocoli (assistência de direção), Rafael Grilo (produção audiovisual), Erick Saboya (cenário) e Moisés Victório (desenho de luz e transmissão ao vivo).

Andréa corrobora a opinião de Coutinho e acrescenta: “Quando nos lançamos no teatro por inteiro é simplesmente porque precisamos dele, da sua fascinante ficcionalidade para superar com mais coragem a realidade que tanto nos desafia. Podemos nos encontrar com os próprios ensinamentos do teatro para ver na aparente dificuldade uma oportunidade. Por exemplo, aprendemos no teatro que existe a ‘fé cênica’, que nos lança na cena, lidando com as ‘circunstâncias propostas’ para atingir o objetivo da personagem… Dorotea chegou até a mim justamente na pandemia e ela está nascendo assim… nessa circunstância proposta… e isso estará para sempre no seu DNA. Fazer teatro on-line é um grande teste. Ver se tudo que o teatro nos ensina conseguimos colocar em prática em nossas vidas. Acho que os nossos bastidores, com Márcio Meirelles guiando toda essa equipe talentosa, dá um outro espetáculo! Atuar olhando para câmera do computador, sem ver o ator na frente, mas acreditar que ele está ali… Ouvir seu diretor te dirigindo com um microfone no ouvido, como uma voz na cabeça… Ser também a responsável técnica de seu cenário montado na sala de sua casa… O mundo de Dorotea invadiu minha casa… E não é assim que aprendemos que deve ser a entrega de uma atriz? Estamos criando realidades possíveis, palcos possíveis, antes não imaginados e tudo isso é o quê senão teatro? Me  sinto feliz ao contracenar com a Vida e com o sistema atual assim… Do único modo que vibro e continuo acreditando!”.

Márcio Meirelles: “O teatro (lugar de onde se vê) ganhou novos espaços e uma nova lógica”. Foto: reprodução do Flickr do artista

Atuando em teatro desde 1972, para Márcio Meirelles, o maior desafio em dirigir um espetáculo virtual está na própria tecnologia. “Apesar de ser uma coisa muito complexa e sofisticadíssima, também ainda é muito rudimentar. Temos poucos recursos para ter uma rede potente. Dependemos de cada provedor de cada atriz e ator, e também do público. Ainda estamos descobrindo e nos exercitando na linguagem – como atuar, como mover, falar, olhar neste palco, como temperar a atuação teatral intermediada por uma câmera, microfones e fones de ouvido, para que não seja uma atuação de novela ou cinema, já que a maioria dos textos não foram escritos pra isso –  e também estamos descobrindo todo esse universo tecnológico de aplicativos, plataformas, ferramentas, programas. E leva tempo para começar um ensaio. Toda a preparação das telas, câmeras, microfones, chroma-keys e ajustes de luz feitos, na maioria das vezes, pelas próprias atrizes e atores. Enfim: é um jogo novo para um novo tempo do mundo”. Indagado sobre o que se ganha e o que se perde nessa nova modalidade do fazer teatral, o diretor filosofa: “Pra mim, é difícil dizer o que se perde. Talvez, o que estamos perdendo em tudo, não só no teatro: a presença e o contato físicos, os abraços, a ocupação despreocupada dos espaços, o ir e vir sem protocolos maiores, senão a vontade e necessidade de ir e vir. Ganhamos o mundo. A família tecnológica digital criada pela humanidade e disponível para várias atividades criou um novo palco para o teatro. O teatro (lugar de onde se vê) ganhou novos espaços e uma nova lógica: está espalhado em todo o mundo em cada lugar, cada sala, cada celular, um teatro em rede, um webteatro. E o teatro fez seu trabalho, invadiu a internet, que nunca mais será a mesma depois disto”.

No dia 2 de junho, a autora Jorgelina Cerritos, que se tornou uma parceira do projeto, participará de um bate-papo no canal do YouTube do Teatro Vila Velha. A transmissão, que é gratuita, está marcada para começar a partir das 19h.

COM A PALAVRA, O ELENCO

Andréa Elia atua há 30 anos como atriz, professora e diretora de teatro. Em 2010, recebeu o Prêmio Braskem de Teatro, na categoria Melhor Atriz, pela atuação no espetáculo As Velhas, de Luiz Marfuz. Na entrevista a seguir, feita por e-mail, a artista fala da força feminina de Dorotea e de como o aspecto da identidade da personagem é representado no contexto da história.

Desde que eu me entendo por gente – Numa matéria publicada em 2012, Jorgelina Cerritos afirma que a sua literatura é “de uma mulher escrevendo a partir da voz da mulher”. Onde essa força feminina está mais evidente na personagem Dorotea, que você interpreta?

Andréa Elia: A força feminina de Dorotea está na capacidade de desconstrução a partir do encontro com o Pescador. Dois mundos aparentemente contraditórios, que se atritam e estranhamente vão se nutrindo… Sem poder revelar aqui o destino da personagem, sinto que a força feminina de Dorotea é a coragem de se rever… O destino a lança no desafio de trabalhar num balcão da prefeitura, numa praia isolada do mundo, onde aparentemente nada acontecia, até que o olhar de um “desconhecido” faz ela mergulhar em suas memórias, revendo fragmentos de vida e sonhos… É uma personagem linda, uma mulher que, na maturidade, adentra seu próprio mar e, já sem os arroubos da juventude, vai se reintegrando com a dignidade de seguir com suas próprias escolhas.

Desde – A peça trata de identidades. Como a sua personagem, Dorotea, representa isso no contexto da história?

AE: Dorotea representa a identidade de uma mulher servidora pública atrelada a uma instituição normativa, uma mulher que sempre buscou estar fincada na terra em busca de estabilidade e segurança. Ao encontrar o Pescador, ela está vivendo os temores de envelhecer num sistema laboral rígido e burocrático, onde o valor do seu ser está atrelado à funcionalidade, ao tempo de “serviço”. Uma mulher prestes a se aposentar, mas que ainda tem em sua natureza muita vida, energia, e desejos de ser útil ao outro e ao seu meio. É uma personagem que buscou construir sua identidade servindo ao sistema normativo, até que ela tem a visão de mundo confrontada pelo mundo do  Pescador, regido pelo mar…

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Edu Coutinho é mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Já atuou em diversos espetáculos de teatro e, na TV, integrou o elenco da novela Bom Sucesso (Rede Globo, 2019). É jornalista (formado pela Facom/UFBA), produz e apresenta o programa Lusófonos (Rádio Educadora FM). Na entrevista a seguir, feita por e-mail, o artista fala sobre o processo de tradução do texto e sobre como o aspecto da identidade do seu personagem é representado no contexto da história.

Desde que eu me entendo por gente – Você é o responsável pela tradução do premiado texto de Jorgelina Cerritos. Tradução é sempre coisa muito delicada, porque as questões socioculturais estão constantemente envolvidas na prática. Quais cuidados tomou para que o sentido das falas dos personagens não fugisse muito da realidade que inspirou a autora e funcionasse por aqui também?

Edu Coutinho: Traduzir um texto é mesmo um desafio. Ainda mais nesse caso, pois não sou um tradutor, mas um ator que se encantou por uma dramaturgia e teve o desejo de levá-la à cena. A tradução surgiu num ritmo meio urgente. Eu tinha poucos dias para inscrever uma proposta de montagem num edital (em que, ao final, não fomos contemplados) e queria já mandar a primeira versão do texto em português. Essa primeira tradução acabou virando uma base que foi muito discutida, e muito mexida, ao longo do processo de ensaios, em conjunto com Marcio Meirelles. Tentamos ser fiéis às escolhas da autora, e fizemos isso de jeitos diferentes… Às vezes, buscando equivalentes no português para expressões em castelhano; às vezes, mantendo algumas palavras, ainda que na língua portuguesa soassem menos cotidianas… Mesmo hoje, a poucos dias da estreia, essa tradução ainda vem se transformando. O texto que será publicado no programa do espetáculo, por exemplo, terá inclusive algumas diferenças da versão encenada, pois, além de contemplar a peça sem cortes, vem com contribuições de Rita Rocha, que chegou na reta final do processo e fez uma revisão muito cuidadosa. Mas há algo que facilita muito o trabalho de tradução, que é a própria obra. Jorgelina Cerritos escreve “Al otro lado del mar” de um jeito que qualquer pessoa se reconhece em qualquer um dos personagens. É um texto que fala de temas universais, e com uma simplicidade sofisticadíssima.

Desde – A peça trata de identidades. Como o seu personagem, Pescador, representa isso no contexto da história?

EC: Pescador não tem nome, sobrenome, endereço, não sabe a própria idade. Não tem lembranças de quem foram seus pais, nem informações sobre onde nasceu. Mas nada disso nunca lhe fez falta. Essas perguntas sempre vieram de fora e, por não conseguir respondê-las, nos raríssimos contatos com outras pessoas, ele sempre foi tratado com desconfiança. O mais interessante é que Pescador não se rende a essa arbitrariedade em nenhum momento. Mesmo quando ele vai, obstinadamente, atrás de uma certidão de nascimento, ele vai atrás do papel. Ele tem consciência da artificialidade daquele documento. Ele não pensa sobre si, não questiona verdadeiramente a sua identidade. Ao contrário. Seu interesse é sempre o outro. É pelo outro que ele faz toda a sua jornada… Contar mais seria entregar o ouro da peça!

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#OFatoEmFoto: o grito contra o racismo mascarado

Fotorreportagem mostra como foi a manifestação, em Salvador, do Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo

Manifestantes gritaram para desmascarar o racismo. Foto: Raulino Júnior

Ontem, a Coalizão Negra por Direitos convocou manifestações em todo o país para denunciar o racismo que insiste em se perpetuar na sociedade brasileira. Os atos tiveram como pauta a luta contra a chacina e o genocídio do povo negro. Intitulado de 13 de Maio de Lutas, o levante gritou “Fora, Bolsonaro!” e exigiu justiça para as vítimas do massacre na Favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro. Em Salvador, a mobilização aconteceu na Praça da Piedade, que fica na mesma região do prédio da Polícia Civil da Bahia. Uma das reivindicações mais constantes foi a exigência de uma investigação responsável a respeito da execução de Bruno Barros e Yan Barros, respectivamente tio e sobrinho, que foram assassinados porque furtaram carne no Atakadão Atakarejo. De acordo com as investigações, que ainda estão em curso, eles foram entregues, pelos seguranças do mercado, a traficantes do Nordeste de Amaralina. O Desde esteve lá e fez a cobertura fotográfica para a segunda edição de #OFatoEmFoto, projeto que registra ações da sociedade civil feitas nas ruas da cidade. Fique à vontade e se ligue nas legendas.
A Praça da Piedade foi o palco para a mobilização contra a violência racista.

O direito de viver foi reafirmado durante todo o ato.

Manifestante faz gesto característico dos Panteras Negras, evidenciando que “nossos passos vêm de longe”.

A morte de negros, infelizmente, não sai de cartaz…

Vidas negras importam: recado para a polícia, para o governo, para o país. Basta!

Fora, Bolsonaro!: para sempre!

Mobilização organizada.

O povo negro só quer viver…

…com segurança!

Todas as fotos foram feitas por Raulino Júnior.

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Cultura, DEZde, Jornalismo Cultural, RauLendo: leituras em pauta

HQs abordam protagonismo de pessoas negras na ciência e são mais um recurso para implementar a Lei 10.639/2003 na sala de aula

Imagem: montagem feita no aplicativo Layout

Por Raulino Júnior||RauLendo: leituras em pauta||

Se o assunto é ciência, tem povo negro envolvido. Essa premissa fica evidente durante a leitura das histórias em quadrinhos Meninas e Mulheres na Ciência Entrevistas Além do Tempo, que são fruto da pesquisa de pós-doutorado do pedagogo Carlos Antonio Teixeira, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). De uma forma bastante interessante e didática, Carlos apresenta aos leitores histórias de homens e mulheres que contribuíram (e contribuem!) para o avanço da ciência no Brasil e em algumas partes do mundo. Além do interesse por essa importante área do conhecimento (que, no atual contexto em que estamos, se tornou ainda mais fundamental!), os personagens citados na narrativa têm outra característica em comum: são, predominantemente, negros.
Em Meninas e Mulheres na Ciência, o autor conta a história de Cibele, uma adolescente que quer ser cientista. O interesse dela desperta a curiosidade de dois amigos, Lúcia e Adriano, que começam também a se interessar pelo tema e fazem pesquisas para saber quais foram as principais cientistas negras brasileiras do passado e do presente. Assim, conhecem Enedina Alves MarquesViviane dos Santos BarbosaSônia GuimarãesLélia GonzálezAnita CanavarroJaqueline Góes e tantas outras.

Já Entrevistas Além do Tempo é uma daquelas histórias de aventura que prende os leitores e que despertam a vontade de participar dos acontecimentos. Os amigos Miguel, Júlia e Artur têm que fazer uma pesquisa sobre cientistas negros e negras, do Brasil e dos Estados Unidos, que contribuíram para o bem da humanidade. Através de um sonho de Miguel, entram numa máquina do tempo (a Wardrobe Time One) e viajam para várias fases da História. Com esse feito, conseguem entrevistar Katherine JohnsonDorothy Vaughan e Mary Jackson (as matemáticas da NASA); Ben Carson e Vivien Thomas (do Hospital Johns Hopkins); Marcelle Soares-SantosAlan Alves BritoRita de Cássia dos AnjosDenise Rocha Gonçalves e Eliade Ferreira Lima. O final é bem surpreendente!

As duas HQs são um ótimo motivo para professores implementarem o que está preconizado na Lei 10.639/2003 porque têm linguagem de fácil compreensão, usam um gênero textual que crianças e adolescentes gostam e estão disponíveis em PDF. Embora se saiba da importância da Lei como instrumento de combate ao racismo, ainda é muito tímida a forma como as unidades de ensino da educação básica introduzem os conteúdos relacionados à história e cultura afro-brasileira na sala de aula. Isso precisa ser revisto. E com urgência!

Referência:

TEIXEIRA, Carlos Antonio; VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Meninas e mulheres na ciência. São Paulo, SP: Relevos Borges, 2020.

TEIXEIRA, Carlos Antonio; GRANIERI, Vicente de Paulo. Entrevistas além do tempo. São Paulo, SP: Relevos Borges, 2021.

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